sábado, 3 de outubro de 2015

Cosmologia - Filosofia

A cosmologia, enquanto disciplina filosófica, procura compreender o mundo num elevado grau de abstração. 

Trata de conceitos como a "quantidade", o "número", o "lugar" e o "espaço", o "movimento", o "tempo", as "qualidades", a "natureza dos corpos", as "propriedades da vida e a sua origem", etc.

É também designada por Metafísica especial, ou numa perspectiva mais restrita, Filosofia da Natureza.

A cosmologia filosófica pode ser dividida em três períodos fundamentais:


  • período clássico, medieval e renascentista ( de Platão a Descartes) está centrada no problema da origem e no princípio primordial da natureza ou cosmos;
  • período moderno (de Descartes a Einstein) está centrada na problemática da astronomia e na crítica às deduções à priori; e
  • período contemporâneo (de Einstein aos nossos dias) centra-se na discussão das grandes questões colocadas pela física moderna e na análise lógica das proposições e conceitos científicos com implicações sobre a cosmologia. A especulação filosófica cedeu terreno à epistemologia.

Realidade - Linguagem - Problema dos Universais

Muitas questões tem sido colocadas a propósito das relações da linguagem com a realidade.

Um dos problemas centrais trata-se da natureza ontológica dos universais, também designados por noções genéricas, ideias, entidades ou conceitos.

Será que as palavras ou as ideias têm valor ontológico, ou têm apenas um valor semântico?

Um conceito ou ideia traduz a essência comum a todos os seres da mesma espécie ou é apenas uma palavra?

Estas e outras questões apaixonaram os homens medievais, originando três correntes fundamentais:

  • os conceptualistas, os nominalistas e os realista;
  • os conceitualistas afirmavam que os conceitos universais apenas existem na nossa cabeça, são ideias abstratas. Não são meros nomes, nem algo concreto; 
  • os nominalistas afirmam que os universais são simples palavras, meros símbolos convencionais que usamos para designar grupos de seres. As únicas coisas que existem são individuais, os nomes são abstrações; e
  • os realistas afirmam, pelo contrário que os universais são entidades eternas, imutáveis e inteligíveis como as ideias de Platão.

Realidade - Modelo - Visão Filosófica

Uma das formas tradicionais de encarar a realidade é vê-la como o resultado de um processo de abstração (modelo).

Podemos distinguir os seguintes tipos de Modelos:

  • Modelo como experiência direta das coisas na sua singularidade (Imagens): cada coisa da realidade é única e irrepetível nas suas propriedades;
  • Modelo como uma nomeação das coisas (Termos): ao nos referimos as coisas da realidade utilizamos os termos representando conceitos que nos são dados pela linguagem que usamos. Estes conceitos são o produto de um processo de abstração, através da qual determinamos o que há de essencial em elementos/fenômenos de uma mesma espécie;
  • Modelo como estudo científico das coisas (Teorias): cada ciência nos dá uma visão própria da realidade, não a realidade como ela é, mas sim como é vista ou construída numa dada comunidade científica. Estamos perante um processo de abstração mais elevado que aquele que encontramos na linguagem corrente; e
  • Modelo como um produto da metafísica: na filosofia construiu-se o processo mais abstrato de estudar a realidade, trata-se da metafísica. A realidade é encarada como um Todo, para além de todas as determinações. A metafísica pode dividida em duas disciplinas filosóficas fundamentais: Cosmologia: Estuda o mundo, abstraindo-se do fato dos seres serem ou não vivos. Ontologia: Trata do "ser enquanto ser".


Realidade - Visão Filosófica - Tipos de Realidade

A distinção entre realidade e aparência sempre foi um dos problemas centrais da filosofia. Foi colocada pela primeira vez por Parmênides, no século VI a.C.

Entende-se por realidade tudo aquilo que existe ou é, por oposição aquilo que designamos por nada, aparência, ilusão, desejo, projeto.

A questão - o que é a realidade?, tem originado diversas correntes filosóficas, cada uma traduzindo uma concepção da mesma.


  • Realidade Sensorial: O homem comum tende a associar a realidade com aquilo que pode ser empiricamente observado. A realidade existe independentemente da consciência dos indivíduos. Basta olhá-la para a descobrir e captar na sua totalidade. A realidade é assim algo que existe independente da consciência dos indivíduos. Esta posição traduz-se na crença que só as coisas observáveis são reais. Neste sentido, tudo o que não pode ser captado através dos sentidos tende a ser negado, ou é tratado como um produto da imaginação.
  • Realidade Científica: A ciência propicia uma visão objetiva da realidade. Para isso o cientista utiliza método e ferramentas apropriados ao seu objeto de estudo. Seleciona "fatos" e "acontecimentos", e interpreta-os de acordo com um dada teoria (modelo). A realidade para a ciência é assim uma construção, nunca é algo dado. Mas esta realidade é real? A questão prende-se com o conceito de objetividade e de realidade com que trabalham os o cientistas. É real tudo aquilo que pode ser observado por mais do que uma pessoa, e pode ser portanto objeto de um consenso de percepção e em especial pode ser provada (ou refutada) experimentalmente. Se seguirmos os procedimentos adotados, em princípio, chegaremos todos à mesma visão da realidade. A legitimidade destas visões duram enquanto durar o acordo com os resultados das observações e das experiências. Nada na ciência é eterno, todas as explicações são válidas até serem refutadas.
  • Realidade Ideal: A realidade não se confunde com as imagens efêmeras das coisas que percebemos por meio dos sentidos. A verdadeira realidade é a da ordem das ideias. Só nestas poderemos encontrar algo imutável e eterno. A verdadeira realidade está nos próprios indivíduos e não nas coisas. Parmênides e depois Platão de forma sistemática, sustentaram esta concepção do real. Outros filósofos desenvolveram concepções idênticas. Berkeley, no século XVII, sustentou que a única realidade que existia era a das nossas percepções.

Complexidade Crescente do Mundo da TI

Com as mudanças cada vez mais rápidas no mundo dos Negócios, o mundo da Tecnologia da Informação (TI) tem que evoluir, novos projetos surgem a todo instante trazendo um grau de complexidade crescente, com bastante inovação tecnológica.

Assim, o profissional de TI precisa não só manter-se atualizado com frequência, mas também manter organizado o controle desses projetos.

Ao longo desses últimos 40 anos surgiram diferentes estilos de arquitetura para a TI nas empresas.

A figura abaixo, mostra as diferentes abordagens de arquitetura que apareceram nas últimas décadas, onde se evidencia uma crescente complexidade.


Figura 1 - Estilos de Arquitetura de TI ao longo dos últimos anos

Complexidade Crescente do Mundo dos Negócios

O crescente aumento da complexidade dos negócios, principalmente em decorrência do processo de globalização e da velocidade das inovações tecnológicas, tem apontado outros caminhos para as empresas conquistarem espaço no mercado e no imaginário dos consumidores, cada vez mais conectados à Internet, mais ativos e exigentes nas interações com as organizações.

Os desafios decorrentes destas mudanças e transformações ambientais podem afetar as organizações de diversas formas, exigindo de seus gerentes decisões a cada instante buscando sua sobrevivência e crescimento:

  • globalização da economia e mercados,
  • internacionalização de empresas,
  • avanços na tecnologia da informação,
  • necessidade crescente de satisfação dos clientes, e o
  • acirramento da concorrência empresarial, são alguns dos fatores que tendem a desafiar constantemente as organizações.

Realidade

Realidade (do latim realitas isto é, "coisa") significa, para o senso comum, "tudo o que existe" e pode ser observado.


A visão que temos da realidade a nossa volta, nada mais é do que uma representação pessoal (subjetiva) e única da mesma. A mente faz uma representação (modelo) da realidade (como num desenho), que não é a realidade em si (o objeto desenhado). É uma metáfora (modelo) do que acontece entre nossa mente e a realidade. Essa representação (modelo) é construída por nossas experiências e pelas avaliações que fazemos delas. É composta pelo conjunto de nossas crenças. Algo que você acredita sem contestar.

Segundo o Dr. Beyerstein, B. L., a realidade nada mais é do que um rico modelo mental do mundo externo criado pelo cérebro.


Nós percebemos o mundo dentro de nós. Os nossos cinco sentidos recebem certo estímulo externo e o transferem ao cérebro, onde ele é processado, formando a nossa imagem do mundo (modelo); nós não percebemos nada fora desse quadro. O mundo "que conhecemos" é o resultado de nossas reações às influências externas. O mundo "em si" é desconhecido. Nós só percebemos dentro da escala à qual estamos sintonizados. A nossa percepção do mundo é completamente subjetiva. Nós compreendemos nossas próprias reações a algo supostamente manifestado fora de nós, mas será que alguma coisa realmente acontece lá fora?



“Como podemos ter certeza de que o Universo à nossa volta realmente existe? E como nós podemos saber que o mundo que vemos corresponde ao que qualquer outra pessoa vê?”. A questão é que nossos sentidos e, consequentemente, nossas percepções, são falhos. O que você vê é, na verdade, um produto criado por seu cérebro, que filtra infinitas informações, a todo momento, para que você construa uma visão de mundo útil. Esse tipo de filtro é importante para que consigamos selecionar todas as informações de que dispomos e possamos nos ater ao que é mais importante.

Chega-se enfim a grande questão: "No coração da realidade não existe uma resposta e sim uma pergunta - Porque existe alguma coisa ao invés de nada ?" [John Horgan]